Politicamente (in)correto

CHEGA

Manuel Almeida *

Depois de no passado mês de Setembro eu ter feito através deste meio, uma breve analise ao primeiro ano do segundo mandato do executivo socialista em Oliveira de Azeméis, aproveito o mesmo espaço para hoje analisar o balanço feito pelo presidente da autarquia e as suas previsões para o ano de 2023.
Muito honestamente, fiquei um pouco confuso e ao mesmo tempo perplexo com algumas afirmações do Edil Oliveirense, que só vieram provar que a prioridade deste executivo não é nem será, as necessidades dos Oliveirenses.

O presidente da autarquia diz-se orgulhoso do trabalho feito desde 2017 nas áreas da educação, ambiente, desenvolvimento económico e reabilitação urbana, mas não vejo motivo algum para tamanho orgulho, não fossem ainda existir escolas a necessitar de obras profundas, continuar a existirem as descargas das Etars para os nossos rios e os depósitos de entulhos a céu aberto sem que se conheçam coimas aplicadas aos prevaricadores, e mantem-se a degradação do edificado urbano na cidade.
O presidente afirma que em 2023 uma das suas apostas será a mobilidade e a entrega de bicicletas a alunos das nossas escolas. E as ciclovias, são para quando?
Continuam também as intervenções de escolas, mas algumas ficaram esquecidas mais uma vez, como é o caso do JI do Cruzeiro em Macinhata da Seixa. A expansão da rede de água e saneamento também continua e é muito bem-vinda, mas, e as obras de modernização das Estações de Tratamento de Águas Residuais do Salgueiro e de Ossela, arrancam quando? Também prevê e muito bem, a requalificação das zonas industriais, mas nada diz sobre o estado vergonhoso de algumas das nossas estradas nem das obras previstas para o IC2 na zona do Pinheiro da Bemposta, conforme a Resolução da Assembleia da República n.º 302/2021 aprovada a 12 de Novembro de 2021, diga-se, com a abstenção do deputado Bruno Aragão. Por fim, afirma que pretende transformar Oliveira de Azeméis num dos melhores concelhos para se viver. Mas, é com impostos municipais altos, comparativamente com concelhos vizinhos, com carência de parques infantis, com uma política desastrosa na área do ambiente e da mobilidade, que vamos conseguir esse feito? Não creio! Antes pelo contrário, arriscamo-nos a perder habitantes, como aliás tem vindo a acontecer. O presidente diz que quer “ir mais longe”, mas com estas políticas talvez vá para mais longe!
* Presidente da comissão política Concelhia do CHEGA
 

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