Politicamente (in)correto

CHEGA

Manuel Almeida *

A última assembleia municipal de Oliveira de Azeméis ficou marcada por uma atitude que eu considero censória, quando o presidente da assembleia tenta “com toda a simpatia” condicionar a intervenção de um munícipe, atropelando o direito à liberdade de expressão.

Mas, vindo de quem vem, já não nos espanta até porque situações como esta estão a tornar-se habituais nas mais altas figuras do estado. De nada adianta colocar o cravo na lapela e cantar o Grândola Vila Morena, enquanto não se cumprirem com os desígnios de Abril!
Mas, vou deixar este assunto para segundo plano e debruçar-me sobre o relatório da prestação de contas referentes ao ano de 2022, aprovado na mesma assembleia, e que conta com alguns aspectos positivos mas também alguns pontos negativos. Saliento que em 2022 todos sentimos um aumento brutal da inflação e das taxas de juro nos créditos à habitação, e todos sabemos que existem muitas famílias que atravessam por enormes sufocos financeiros. Mas, enquanto as famílias desesperam, o executivo socialista encheu os cofres da autarquia com um aumento de 6,5% em transferências correntes, onde se inclui o IRS, e aumentando também em 16% a receita em impostos directos, onde se incluem a taxa de derrama, IMI, IUC entre outos.
Recorde-se que para o PPI de 2022 o CHEGA apresentou propostas que visavam a redução da carga fiscal dos oliveirenses, tais como: Reduzir para 3% a taxa de participação sobre rendimentos dos Oliveirenses em sede de IRS; Isentar da taxa de IMI todos os bombeiros voluntários pertencentes às corporações de Oliveira de Azeméis e Fajões, e que residam no concelho; reduzir para 1% a taxa geral de derrama aplicada sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC); entre outras propostas que na altura não foram aceites por não serem financeiramente viáveis.
Hoje, e depois da apresentação do relatório de prestação de contas com um saldo de gerência de 35 milhões de euros, posso afirmar que as nossas propostas eram exequíveis e não fariam grande mossa nas contas da autarquia, mas que iriam aliviar os orçamentos de muitas famílias. O saldo que transita de 2022 para o orçamento de 2023 é a prova de que a autarquia não tem problemas financeiros e poderia estar a fazer muito mais do que o que tem feito. 
O relatório demonstra bem que o nosso concelho pode ter uma capa de apresentação muito positiva, mas o efeito que se faz sentir na vida e na qualidade de vida dos oliveirenses é muito, muito diminuto!
* presidente da comissão política Concelhia do CHEGA
 

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