Politicamente (in)correto

CHEGA

Manuel Almeida *

Durante o mês de Junho termina mais um ano lectivo para os nossos alunos e professores, e este ano foi particularmente atribulado com greves, protestos, agressões a professores e as habituais faltas de professores nalgumas disciplinas, deixando milhares de alunos sem aulas.
Mas tudo isto perdeu relevância no passado dia 10 de Junho, quando o 1º ministro resolveu “confrontar” alguns professores, que se manifestavam nas cerimonias do Dia de Portugal. Todos os problemas existentes na Educação passaram para segundo plano por causa de uns famigerados cartazes empunhados por meia dúzia de professores.

Durante quase uma semana o assunto foi transformado em ordem do dia e debatido nos diversos meios de comunicação social, como se de um assunto de extrema importância se tratasse. O cartaz teria cariz racista como mencionado por António Costa ou não? Esta foi a questão mais debatida.
Ora, todos sabemos que António Costa é um politico hábil e inteligente, e que se aproveita de todas as situações para se vitimizar e desviar atenções. Mas, os vários órgãos de comunicação e os comentadores subservientes ao sistema parecem ter memória curta e esquecem-se de vários episódios passados em outras manifestações .
O dito cartaz já fazia parte das diversas manifestações organizadas pelos vários sindicatos durante este ano lectivo, mas parece que nunca ninguém os viu, incluindo elementos dos próprios sindicatos.
Durante a governação de Passos Coelho, os alunos da faculdade de direito de Lisboa manifestaram-se utilizando um coelho morto, esfolado e pendurado numa vara, mas aí ninguém disse que era um protesto racista. Quando vários “humoristas” caricaturaram Passos Coelho e Ângela Merkel, quando ainda hoje caricaturam presidentes de partidos políticos aceites pelo tribunal Constitucional e deputados eleitos democraticamente pelo povo, aí ninguém vem dizer que são casos de racismo.
Resumindo, nos casos em que os visados pertencem à esquerda portuguesa os cartazes são um atentado à liberdade, ataques pessoais e actos extremistas. Mas quando os visados são dos partidos de direita aí os cartazes já fazem parte da liberdade de expressão, do direito à manifestação e à indignação…
António Costa tem de perceber que ninguém o critica por ser negro ou indiano, mas sim por ser uma desgraça como primeiro-ministro.
* presidente da comissão política Concelhia do CHEGA
 

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