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Correio de Azeméis

9 Sep 2024

Politicamente (in)correto

CHEGA

Manuel Almeida *

Nas últimas semanas muito se tem falado e discutido sobre a proposta de referendo à imigração apresentada pelo CHEGA, desde partidos políticos, comentadores e altos representantes do estado que têm colocado em causa as quotas de imigrantes e transformando este tema num tema tabu.
Para quem não sabe, as quotas estão previstas na legislação europeia e estiveram em vigor em Portugal entre 2003 e 2022 e são uma maneira de impormos um limite anual de imigrantes no país, sendo que este deveria ser revisto anualmente e previamente enquadradas por áreas de especialização e necessidades da economia.
Portugal precisa e deve receber bem aqueles que o procuram, protegê-los e integrá-los, mas isto não quer dizer que possa ficar à mercê de portas abertas, sem qualquer controlo.
De acordo com uma sondagem da Euronews, 51% dos cidadãos europeus não aprovam os esforços da UE para controlar a migração irregular e exigem controlos fronteiriços mais rigorosos, ou seja, algo não está bem com as políticas que os diversos governos têm vindo a colocar em prática.
Após anos de políticas de portas escancaradas, vários países europeus decidiram reforçar a cooperação para a expulsão de migrantes que se encontrem em situação irregular nos seus territórios, como é o caso da Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia, Reino Unido, Itália e Holanda.
Por cá, desde os partidos da esquerda aos da direita “fofinha”, continuam a tratar estes assuntos com pinças e sempre na base do politicamente correcto, enquanto assobiam para o lado e fazem de conta que não existe qualquer problema com a imigração completamente descontrolada. Mas será que está mesmo tudo bem? Não, não está! Basta falarmos com algumas pessoas do Porto, de Vila Nova de Milfontes, de Beja, de Lisboa, de Faro e de muitas outras terras do nosso belo país, para ficarmos com uma percepção do que realmente se passa.
Talvez alguns líderes partidários devessem começar a escutar as populações e a agirem, em vez de se preocuparem com o politicamente correcto.
 

* Presidente da Comissão Concelhia do ‘CHEGA’

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