Politicamente (in)correto

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Manuel Almeida*

Opinião Política

A última reunião de câmara voltou a evidenciar aquilo que muitos oliveirenses já perceberam: o executivo socialista prefere manter uma linha ideológica rígida a olhar de frente para as necessidades reais das famílias do concelho. A discussão sobre as taxas municipais para 2026 foi apenas mais um episódio dessa teimosia política. Enquanto a maioria dos municípios do distrito de Aveiro já compreendeu a importância de aliviar a carga fiscal sobre os seus cidadãos, apenas quatro concelhos persistem na retenção da taxa máxima de participação de IRS e, lamentavelmente, Oliveira de Azeméis continua a fazer parte desse grupo.
Todos os anos, a autarquia arrecada mais de três milhões de euros provenientes do IRS pago pelos oliveirenses. Três milhões que entram diretamente nos cofres municipais sem que exista, da parte do executivo, a mínima vontade de devolver sequer uma fração desse valor a quem realmente o gera: os contribuintes. O CHEGA acredita que uma redução da taxa para 3%, seria uma medida sensata e que implicaria uma diminuição de receita na ordem de um milhão de euros. Seria um alívio concreto para muitas famílias, num tempo em que o custo de vida não dá tréguas. Contudo, a resposta do executivo foi a mesma de sempre: “não existe margem”.
Curiosamente, essa falta de margem nunca se aplica às obras megalómanas que surgem sem planeamento sólido, nem aos sucessivos desvios orçamentais que se acumulam em vários projetos municipais. Também não falta margem para despesas supérfluas e escolhas que pouco ou nada contribuem para melhorar o dia-a-dia dos munícipes. A austeridade, ao que parece, só se aplica quando está em causa devolver dinheiro às famílias.
Mais uma vez, o executivo socialista demonstra que as prioridades estão invertidas. Os oliveirenses ficam para segundo plano, enquanto se insiste numa política fiscal pesada e numa gestão que privilegia o espectáculo em detrimento da responsabilidade.
Oliveira de Azeméis merece um rumo que coloque as pessoas no centro das decisões, e não apenas a ideologia de quem governa.

*Presidente da Comissão Política Concelhia do partido CHEGA  

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