8 Jan 2026
Manuel Almeida*
>Opinião Política
Estamos no início de 2026. Para muitos, a mudança de ano fica-se por uma fotografia sorridente nas redes sociais, um brinde rápido e um “feliz Ano Novo” dito quase de forma automática. Mas, para quem vive e trabalha em Oliveira de Azeméis, este momento não pode ser apenas simbólico. Tem de marcar uma rutura real com o passado.
Há demasiado tempo que o concelho arrasta problemas estruturais amplamente conhecidos. Não são surpresas nem imprevistos. São dificuldades antigas, identificadas e discutidas, que permanecem por resolver por falta de decisão política firme e de coragem para as enfrentar de forma séria.
As ruas e caminhos das freguesias degradam-se de forma evidente. O asfalto acumula buracos, os passeios estão intransitáveis em alguns lugares e a iluminação pública falha em demasiadas zonas. A manutenção das infraestruturas básicas deixou de ser tratada como um direito dos cidadãos e passou a depender de intervenções ocasionais.
A mobilidade é outro problema grave. Os transportes públicos são insuficientes, os horários não acompanham a vida real das pessoas e as ligações entre freguesias e o centro da cidade continuam frágeis e pouco funcionais.
Como cidadão e como voz da oposição, não posso nem quero ficar em silêncio. 2026 não pode ser mais um ano adiado. Chega de promessas repetidas, de anúncios de ocasião e de soluções de fachada pensadas para a fotografia. Os oliveirenses merecem ser uma prioridade efetiva.
O concelho de Oliveira de Azeméis tem 227 anos de história, trabalho e resiliência. Tem pessoas capazes, empresas que resistem e jovens que acreditam num futuro no concelho. Para isso, é essencial que a câmara municipal abandone a gestão em piloto automático e assuma plenamente as suas responsabilidades.
Desejo a todos um excelente ano de 2026. Mas deixo, acima de tudo, um apelo claro: que este seja o ano em que as palavras dão lugar a ações concretas, as promessas transformam-se em resultados visíveis e o concelho começa a recuperar o tempo perdido. A mudança exige-se, acompanha-se e cobra-se, todos os dias.
*Presidente da Comissão Política Concelhia do partido CHEGA