Manuel Almeida*
Opinião Política
De entre onze candidatos apresentados aos portugueses, o veredicto da primeira volta foi
claro: o país ficou perante uma escolha entre duas visões profundamente diferentes para a Presidência da República. De um lado, o candidato apoiado pelo Partido Socialista e por todo o aparelho do sistema político que, há décadas, governa Portugal sem coragem para assumir erros nem vontade real de mudar. Do outro, André Ventura, um candidato que
sempre disse ao que vinha, que nunca se escondeu atrás de ambiguidades e que representa uma rutura com o conformismo e a resignação instalados.
No próximo domingo, os portugueses voltam a ser chamados a decidir, de forma livre e soberana, quem querem que ocupe o mais alto cargo da Nação durante os próximos cinco anos. Não está apenas em causa um nome, mas sim o tipo de Presidente que queremos. Um Presidente submisso aos interesses instalados, refém dos jogos de bastidores, condicionado por estruturas opacas que escapam ao controlo dos cidadãos e que se limitará a cumprir agenda, a discursar em cerimónias oficiais e a ser uma figura
decorativa no Palácio de Belém.
Ou, em alternativa, um Presidente que não teme o confronto quando ele é necessário, que dá a cara, que recusa o silêncio cúmplice e que acredita que Portugal precisa de mudanças profundas e urgentes. Mudanças que devolvam dignidade a quem trabalha,
respeito a quem garante a segurança, justiça a quem cumpre a lei e esperança às famílias que todos os dias lutam para sobreviver num país cada vez mais desigual.
A comunicação social e muitos comentadores, subservientes ao sistema, parecem já ter escolhido o seu candidato. Esquecem-se, porém, de um detalhe essencial: quem elege o próximo inquilino de Belém é o povo português. E esse povo já não se deixa ludibriar.
A Presidência da República não pode continuar desligada da realidade do país. Portugal precisa de um Presidente que represente os portugueses e não o sistema; que defenda a soberania, a transparência e a responsabilidade política.
No próximo domingo, cada voto conta. O meu é claro e assumido: votarei em André Ventura.
*Presidente da Comissão Política Concelhia do partido CHEGA