"Sem ajudas nada se consegue"

Oliveira de Azeméis Concelho

As crianças do grupo Cravos e Rosas deram um ar fresco às Festas em Honra de São Lourenço, que decorreram durante dois dias em Vilar, apesar da ameaça de chuva.

> Festas em Honra de São Lourenço resistiram à chuva

As festas de Vilar terminaram com um balanço positivo, mas a organização precisa de atrair novos elementos. Bruno Pinto, o mais jovem da equipa, mostrou-se disponível para continuar.

A chuva ameaçou a procissão e afastou parte do público do arraial, mas não impediu a comissão das Festas em Honra de São Lourenço, em Vilar, de fechar a edição deste ano com um balanço positivo. No final de dois dias de celebrações, o presidente, António Silva, garantiu que os objetivos foram alcançados, embora tenha deixado dúvidas sobre a sua continuidade. “Somos poucos, mas somos bons”, afirmou, destacando a resposta registada na noite de sábado. 
O festival de folclore, com o Grupo Folclórico Cravos e Rosas e o Grupo Etnográfico Casa do Povo de Avanca, levou mais público ao arraial. Segundo o responsável, os grupos convidados elogiaram a comissão por organizar uma iniciativa desta dimensão “num lugar tão pequenino como é Vilar”.
No domingo, a chuva chegou a ameaçar a procissão, que acabou por cumprir o percurso em honra de São Lourenço, acompanhada pela Banda União de Música de Santo António. O mau tempo fez-se sentir sobretudo na afluência à atuação do conjunto Nelly Correia, antes do fogo de artifício que encerrou as festas.

Continuidade depende de novos elementos
António Silva reconheceu que a idade e problemas de saúde poderão dificultar a permanência na presidência da comissão. “Vamos ver se aparece alguém que suceda, porque a saúde é o mais importante”, admitiu. Caso não surja uma alternativa e tenha condições, não exclui “ir à luta mais uma vez”.
A esperança está também em Bruno Pinto, o elemento mais jovem da comissão. Com pouco mais de 20 anos, mostrou-se disponível para continuar a trabalhar pelas festas, mas ressalvou que não conseguirá fazê-lo sozinho. “Se alguém alinhar comigo, eu também alinho”, afirmou, reconhecendo ser difícil mobilizar outros jovens.
No encerramento, António Silva agradeceu aos elementos da comissão e a todos os que ajudaram a preparar as festas. “Uma comissão precisa de ajuda e, sem ajudas, nada se consegue”, concluiu.

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