Sinistralidade preocupa oposição

Reuniões de Cãmara e Assembleia Municipal Política

No Largo de Adães, em Ul, os acidentes têm sido recorrentes

CHEGA quer resposta rápida para ponto negro em Adães

A sinistralidade rodoviária foi tema marcante da primeira reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. O vereador Manuel Almeida (CHEGA) denunciou a frequência de acidentes no largo de Adães, exigindo respostas rápidas e visíveis.

Na reunião inaugural do novo mandato o tema da segurança rodoviária emergiu como uma das primeiras grandes preocupações trazidas à mesa.
“Não basta lamentar os acidentes, é preciso agir antes que se sacrifiquem vidas”, alertou Manuel Almeida (CHEGA), ao descrever a Rua de Adães como um dos troços mais perigosos do concelho, onde “os acidentes se repetem com demasiada frequência”.
O vereador destacou o impacto que a sinistralidade tem nas famílias, nos serviços de emergência e no sentimento de segurança das pessoas, defendendo que o município deve agir com prioridade: “Há vidas que dependem de pequenas decisões — uma lomba, uma passagem, uma mudança de sinalização — e não podemos continuar a  adiar.”
O presidente da câmara confirmou que o problema é conhecido e que a via em causa é uma estrada inserida num conjunto de locais identificados pela GNR e pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária como pontos críticos. “Temos várias zonas onde ocorrem acidentes graves, alguns com mortes. Lançámos um procedimento para instalar medidas mitigadoras em mais de uma dúzia de locais, mas o concurso ficou deserto”, explicou.
Segundo o autarca, o objetivo é relançar o concurso e concretizar as intervenções “logo que possível”, começando pelas áreas com maior registo de sinistralidade. Entre as soluções previstas estão lombas redutoras de velocidade, reforço da sinalização horizontal e vertical e, quando aplicável, melhoria das condições de visibilidade.
“O Largo de Adães é um local onde, com alguma facilidade, as pessoas vão a direito e não se apercebem que é uma curva”, reconheceu o presidente, sublinhando que “as medidas estão em preparação e serão executadas assim que houver empreiteiro disponível”.
Manuel Almeida insistiu na necessidade de “passar das palavras à ação”, lembrando que “o poder local tem de servir as pessoas” e que a segurança rodoviária “é uma das formas mais diretas de proteger a vida dos oliveirenses”.
O presidente concordou com o princípio, embora tenha frisado que “a segurança não se faz com impulsos, mas com planeamento técnico”.

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