Trabalhar Para Mudar

Bloco de Esquerda

Diogo Barbosa *

Chegamos a 2024 e, em primeiro lugar, convém olhar para o ano que passou, um ano bastante difícil para o nosso país, e também a nível internacional. Mas, olhando apenas para o plano interno, iria destacar duas questões que, da minha perspetiva, marcaram o ano que passou. Por um lado a crise inflacionária da qual os portugueses ainda não recuperaram porque os salários, mesmo com aumento que entrou em vigor com a aprovação do último Orçamento do Estado, não acompanharam a subida dos preços, pelo que ficamos todos mais pobres na generalidade. Por outro lado, a queda do Governo com a demissão do Primeiro Ministro António Costa, após casos que envolvem a justiça, que aqui me vou abster de comentar.
Temos então, com este último acontecimento cuja consequência é a realização de eleições no próximo dia 10 de Março. Vai ser um período longo de campanha no qual todos, enquanto cidadãos, somos chamados a decidir acerca dos nossos próprios destinos. Como aderente e candidato do Bloco de Esquerda nas últimas eleições autárquicas, obviamente que o meu apelo e a que os e as oliveirenses votem no partido que aqui represento. E defendo porque acredito, como se viu durante a legislatura da chamada Geringonça, que é possível criar condições para melhorar as vidas dos portugueses. É necessário acabar com a lógica de que uma maioria absoluta traz estabilidade para as nossas vidas. É necessário também acabar com as políticas de maioria absoluta, que se traduzem na candidatura de Pedro Nuno Santos a Primeiro Ministro. Podem os portugueses confiar numa pessoa que foi responsável pelo maior despedimento coletivo de que há memória na TAP? Podem os portugueses confiar numa pessoa que autoriza uma indemnização de meio milhão de euros pelo WhatsApp? Podem os portugueses confiar numa pessoa que tinha o dever de resolver o grave problema da habitação, quando o que verificamos é que é cada vez mais difícil para as pessoas conseguirem suportar as suas casas?
Creio que não podem e que a única solução é os portugueses votarem em quem quer mesmo que eles tenham uma vida boa.
 

* representante do BE

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