24 Feb 2026
Mesmo tendo menos participantes que no ano anterior, o 3º trail da Villa Cesari foi um sucesso, apesar do tempo não ter dado tréguas aos participantes
Trail> Prova organizada pela Villa Cesari
A Villa Cesari realizou o seu 3º trail, no domingo, dia 15 de fevereiro. Contou com cerca de 250 participantes, do distrito de Aveiro, mas também vieram de distritos vizinhos. Apesar das condições meteorológicas adversas, a organização não ponderou a hipótese de cancelar o evento.
Desde novembro que Maria Oliveira é a nova presidente da associação e encarou o desafio como “algo bom, algo que não estava já à espera”. Apesar de não estar por dentro da organização do trail, afirma que correu bem. Juntamente com Francisco Pereira, Celeste Oliveira é a organizadora do evento, sendo que, Francisco Pereira, foca-se na parte do percurso. “Organizar este trail é muito difícil, pois eu não tenho histórico de trail, de participação”, admite Celeste Oliveira, acrescentado que, a cada ano que passa, vão melhorando a parte da logística, recebendo críticas positivas. Mesmo com as dificuldades nas limpezas do percurso, nem o tempo os parou, “dissemos que, só íamos cancelar esta prova caso, neste dia, as autoridades competentes dissessem que não podíamos fazer”, acrescenta. Devido às condições do tempo, foi difícil criar o percurso, de acordo com Francisco, “nos últimos dias, com tudo o que tem vindo a acontecer, com muita tristeza estávamos a ver que tínhamos que alterar trabalho já feito”, devido às inundações e aos níveis de caudais de água ter subido. 80% do percurso este ano foi diferente dos anos anteriores, “foi escolhido para que seja uma edição especial e diferente. Cada ano convém ser diferente”, mas feito sempre a pensar em todos os atletas. Confessa que, “as tecnologias ajudam a escolher o percurso”, e concluiu afirmando que aceitou bem este desafio, e que espera continuar a organizá-lo.
Primeira participação valeu vitória
Fátima Tavares, vencedora da categoria geral feminina, confessa que, “foi muito bom chegar ali e ter aquela meta para cortar”. Frequentadora assídua em trail de estrada, é a primeira vez que participa na prova promovida pela Villa Cesari. “É a primeira vez aqui, e foi a primeira vez em tudo”. Devido às condições meteorológicas, Fátima pensava que o piso iria estar pior, mas estava um trilho com boas condições. Fátima Tavares faz parte do Grupo Juvenil de Pinheiro da Bemposta, e faz os seus treinos diários, e vai participar, já em março, numa prova no Buçaco. Quanto a voltar para o próximo ano, afirma que irá participar, uma vez que a prova lhe correu muito bem.
Junta sempre próxima das associações
Em representação da Junta de Freguesia de Cesar, Paulo Silva, começou por afirmar que, “a junta de freguesia está junto das associações de Cesar e, obviamente, junto de associações que tragam pessoas para Cesar”, levando o nome da freguesia além-fronteiras. A chegada do trail teve lugar na Casa da Gastronomia, uma instalação da junta de freguesia, que está a “servir para eventos, para a população. Sentir que, as pessoas que cá chegam, gostam do que veem, gostam da organização. É um orgulho”. Tendo em conta as condições atmosféricas, Paulo afirmou que, “haver 250 corajosos que vão para o terreno”, é algo bom, mesmo que, no anterior, o número de participantes tenha sido superior.
Bombeiros voluntários de Fajões estiveram no terreno
Numa prova deste calibre, a ajuda dos bombeiros é sempre imprescindível. A corporação dos BV de Fajões esteve no terreno a ajudar os participantes nesta prova. Jorge Pinho, presidente da associação dos bombeiros, começou por dizer, que “a Villa Cesari é nossa parceira há muitos anos, e solicita-nos o apoio com os nossos operacionais”. De acordo com João Bastos, adjunto dos bombeiros, “colocamos sempre cá uma ambulância, quatro operacionais apeados e duas motas a fazer todo o percurso, para garantir uma resposta mais rápida e eficaz”. Sempre em locais estratégicos, e mesmo sem conseguir levar os veículos ao local, “temos elementos apeados que fazem esse socorro imediato, e conseguem depois levar para uma zona onde podemos evacuar, em caso de necessidade, para o meio hospitalar”.
Com um bom dispositivo pré-hospitalar, não houve danos maiores.