30 Apr 2026
> Ricardo Bastos
Acabámos de sair de um tempo forte na vida de muitas pessoas.
O Tempo Pascal é um período fecundo ao nível do encontro pessoal. É um tempo em que podemos e devemos pensar em nós mesmos. Tempo de refletir, meditar, avaliar e projetar.
Os próprios locais de Culto esmeram no asseio dos espaços. As Paróquias e Comunidades desdobram-se em iniciativas que ora são de culto ou não. Muitas vezes perfeitamente profanas mas respeitadas com a mesma dignidade. Nós, Cristãos ou não, podemos tomar uma de duas atitudes. Mergulhamos neste período como turistas ou como peregrinos. O que está em causa é apenas a motivação, um buscar de sentido, mudança ou consolidação, valorizar o caminho e a caminhada, o processo como ato de Fé. O outro, quantas vezes é apenas um intervalo no seu dia-a-dia.
Nesta Páscoa decidi ser Peregrino. Mergulhei a fundo e de cabeça nas águas profundas do Batismo que nos renova por dentro. Organizei iniciativas para que outros mergulhassem também. Participei em recriações, celebrações e palestras.
Se fiquei melhor pessoa ou não, não sei dizer pois o tempo e, sobretudo, as atitudes irão demonstrá-lo. Sei o que investi, sei que dei o melhor, sei que também há coisas que não dependem só de mim. Peço sempre que Deus me ajude a cada momento a ter o discernimento para decidir pelo melhor.
A todos os intervenientes neste processo, o meu sincero obrigado.
Estamos juntos.
* Organizador das ‘Corridas Solidárias’