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Correio de Azeméis

1 Feb 2026

Um ano onde a meta foi a solidariedade

Pinheiro da Bemposta Destaques Oliveira de Azeméis

Armindo Nunes (de pé), acredita que, com estas iniciativas, é possível voltar a acreditar na Humanidade, e que o mundo vai ficar um bocadinho melhor com esta solidariedade

Encerramento ‘Corridas Solidárias 2025’

Pelo 17º ano consecutivo, o grupo ‘Corridas Solidárias’ arrecadou dinheiro para ajudar uma associação. Desta vez, foi o Centro Social e Paroquial de Pinheiro da Bemposta o grande vencedor.

Com um total de aproximadamente 7.300€ arrecadados, o grupo de corridas bateu o seu recorde na iniciativa das 24h, correndo um total de 2 mil km.

Armindo Nunes, vice-presidente do Centro Social e Paroquial de Pinheiro da Bemposta, começou por manifestas, “a minha surpresa pelo valor que a organização das Corridas Solidárias conseguiu reunir para doar à nossa instituição”. Com um mundo a funcionar dentro da IPSS, como afirma Armindo, “todos os dias precisamos de sustentar e de criar as condições para podermos prestar um serviço de qualidade a todos os nossos utentes”. Acrescentou ainda que, o trabalho realizado pelas corridas, “é uma manifestação de pura solidariedade, de espírito de mobilização, de espírito de comunidade que muito me apraz reconhecer e que nós muito, muito agradecemos”. Continuou por agradecer a toda a comunidade, uma vez que, a ajuda dele é “para nós um incentivo da maior importância, que nos dá força para continuar no nosso voluntariado, no nosso trabalho”. Rematou com um pedido a toda a comunidade, para não se focarem só na angariação de dinheiro, pois, apesar das instituições precisarem dele, também “vivem muito da solidariedade, da sensibilidade de todas as pessoas. Uma palavra que nos dê de incentivo. Um trabalho qualquer, voluntário, que resolvam oferecer, é mesmo muito importante”.

Com o recorde dos 2 mil km, Ricardo Bastos cumpriu a promessa feita na iniciativa das 24h, “fizemos pela primeira vez mais de 2.000 quilómetros, todos juntos, o que fez com que, habitualmente eu dou 1€ por cada quilómetro, e prometi que, se passássemos dos 2.000 quilómetros, eu dobrava para 2 euros”. Mencionou que, mais do que o dinheiro, o importante “é que eles sintam que fazem um bom trabalho, fazem um trabalho insubstituível, ninguém faz melhor do que eles, e que nós, comunidade, estamos com eles”. Apesar de já se terem questionado sobre se a fórmula já estava gasta, Ricardo afirmou que, enquanto conseguissem reunir pessoas para estas causas, continuariam a correr para arrecadar fundos para as associações escolhidas. Para além das corridas, Ricardo Bastos vai para as mesas de voto e, confidenciou, “vou estar em quatro mesas de voto nestas eleições. Eu sei que são 60 euros, à volta disso, cada mesa de voto, já antecipei o dinheiro, já está requisitado na conta”, afirmando que, todos estes gestos, vai para a conta das corridas. Porfírio Silva, um dos membros do grupo, cria as suas próprias iniciativas para angariar fundos, e uma dessas foi percorrer na nacional 2, em 6 dias, de Chaves a Faro, a correr, fazendo uma média de 120km/dia. “Enquanto houver gente entusiasmada, a gente gasta. Enquanto Deus nos dê saúde para continuar, nós gastamos. Aproveitamos isto nestes lugares”, finaliza.

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