Em
Correio de Azeméis

24 Nov 2020

Um país aos países

Abertura Bilhete Postal

“Porque não facilitam a vida às pessoas?!” Este foi o desabafo de um cidadão, desempregado, inscrito no IEFP, sem receber qualquer subsídio, que o IEFP obriga a frequentar um curso de formação para se manter inscrito. “É necessário preencher onze papéis e obter algumas declarações!” Mas há algo caricato que este cidadão teve que fazer. “Tive que obter uma declaração do Centro de Emprego para entregar no Centro de Formação.” Ora, se bem percebemos, o cidadão tem que obter um documento do IEFP para entregar no mesmo IEFP! Ou da Segurança Social, que trabalha em conjugação com o Instituto de Emprego. Absolutamente incompreensível! Hilariante! Sobretudo numa era digital, onde andar aos papéis já não se justifica. Quando ouço a propaganda do IEFP parabenizando-se por estar a cumprir a missão de ajudar as pessoas, apetece-me desabafar e perguntar se não sabem do calvário a que obrigam os cidadãos para obter qualquer benefício. Vejo-me a questionar se não forçam os cidadãos a estes calvários para que desistam da inscrição como desempregados. Melhorava as estatísticas. Recuso-me a acreditar que seja propositado. Mas parece! Não faz sentido obrigar os cidadãos a andar atrás de papéis, de organismos do Estado, quando estas informações estão disponíveis nesses organismos. Parece que o Estado não fala com o Estado. Que os organismos estão zangados uns com os outros! Dava para rir, não fosse o esforço desesperado e desnecessário a que obrigam os cidadãos. Eduardo Costa, jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa regional

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