Um sonho realizado - uma merecida homenagem a Mário Soares no seu centenário

Concelho

O Presidente da República em Exercício, Geraldo Alckmin, com o nosso diretor Eduardo Costa, no momento do corte da fita que inaugurou o espaço.

>Espaço da cultura lusófona inaugurado em Brasília

Mário Soares foi um inegável amigo da imprensa local e regional.

  “NENHUM DEVER É MAIS IMPORTANTE DO  que A GRATIDÃO” - Cícero

No tempo difícil do FMI,  enquanto primeiro-ministro recusou os cortes propostos de apoio à nossa imprensa, justificando com a sua importância para a construção da recém-nascida democracia.
Mas foi sobretudo próximo do ano 2000, que lhe pedimos a intervenção, usando a sua magistratura de influência - apesar de já não ser Presidente da República -, junto governo de António Guterres para não ser cortado o chamado “porte pago” para 1/3, o que teria matado uma grande parte da nossa imprensa de proximidade. A redução foi de 10% apenas. Foi sempre um amigo, de todas as horas, sempre a sua porta esteve aberta quando acorríamos para nos apoiar. 
No centenário da sua morte senti o impulso de fazer algo que a minha consciência ditava e que o dever de gratidão exige. 
Fui revisitar os seus escritos. Encontrei um que achei peculiar. 
Sobre a primeira vez que visitou o Brasil, em 1970, Mário Soares afirma que “transformei o meu fascínio inicial pela gente brasileira num amor que nasceu espontaneamente”, e deixou um pensamento: “Os portugueses adoram o Brasil. Têm boas razões para isso. Sentem-se, geralmente, orgulhosos por o Brasil se ter tornado um país emergente, uma grande potência mundial, com peso, não só na América Latina, mas em todos os Continentes.”
Acontece que, no exílio, em Paris, Mário Soares e Miguel Arraes - que foi Governador de Pernambuco até à ditadura e líder do Partido Socialista brasileiro -, fundaram a Librairie portugaise-brésilienne, que foi, essencialmente, um espaço de discussão e encontro de exilados dos dois países em ditadura. 
Propus a amigos meus brasileiros de longa data, e que são hoje membros do governo do Brasil, recriar esta livraria, adaptando o nome para Livraria Luso-Brasileira. 
Assim, foi inaugurado em Brasília, no passado mês de maio, um espaço que vai eternizar na capital deste nosso país-irmão a memória de um autêntico ‘pai da democracia portuguesa’ e que amava o Brasil e os seus amigos brasileiros.
Sinto a minha missão cumprida. Com muito orgulho e com um abraço de bem-haja aos meus carinhosos amigos-irmãos brasileiros que acolheram este meu sonho.


EDUARDO COSTA, Diretor do Correio de Azeméis. 

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