Venda de terreno por €124 mil contestada

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Executivo liderado por Constança Melo decidiu alienar património com visto a reforçar a capacidade financeira da freguesia

Carregosa> Orçamento da junta aprovado, mas...

A Assembleia de Freguesia de Carregosa aprovou o orçamento da junta para o próximo ano, viabilizado pela maioria do PS, com voto contra da oposição da AD, numa sessão marcada por forte confronto político. A venda de um terreno da freguesia, no valor de 124 mil euros, esteve no centro da divergência, a par de críticas à gestão do trânsito e de várias intervenções do público sobre problemas concretos do território.

A discussão e votação do orçamento da junta de freguesia para o próximo ano concentrou a maior parte do debate político. O documento orçamental acabou por ser aprovado por maioria, após uma troca de argumentos entre executivo e oposição. A AD declarou explicitamente o voto contra, sustentando a posição com críticas à estrutura do orçamento e às opções estratégicas do executivo. No centro da discordância esteve a dependência de uma receita extraordinária de 124 mil euros, resultante da venda de um terreno propriedade da junta, opção que a oposição considerou politicamente frágil e reveladora de falta de planeamento a médio e longo prazo.
O líder da oposição, Jorge Melo Almeida, defendeu que o orçamento assenta excessivamente na alienação de património público e apontou verbas consideradas insuficientes para áreas prioritárias da freguesia. Para a AD (PSD-CDS), o documento traduz-se numa lógica de gestão corrente, sem uma visão estratégica clara para o desenvolvimento sustentado do território, não respondendo de forma eficaz a problemas estruturais já identificados.
Em resposta às críticas, o executivo socialista defendeu o orçamento como um documento realista e responsável. A presidente da junta, Constança Melo dividiu as explicações com João Moreira, sublinhando que a venda do terreno foi uma decisão ponderada, tomada dentro da legalidade, com o objetivo de reforçar a capacidade financeira da freguesia e criar margem para futuros investimentos. Foi enfatizado que o executivo optou por um orçamento exequível, evitando compromissos que a Junta não tivesse capacidade de executar.
João Moreira destacou a importância de assegurar estabilidade financeira e rigor na gestão dos recursos públicos, defendendo que a alienação de património deve ser analisada de forma pragmática, em função das necessidades concretas da freguesia. Por sua vez, Daniela Santos chamou a atenção para os limites de atuação da Junta, lembrando que muitas das intervenções reclamadas, nomeadamente em matéria de trânsito, acessos e obras estruturais, dependem da articulação com a câmara municipal e outras entidades, não sendo da exclusiva responsabilidade da junta de freguesia.
No debate político sobre o trânsito, as divergências centraram-se sobretudo nas responsabilidades institucionais e na capacidade de intervenção do executivo. 
Já no período reservado ao público, onde vários cidadãos levaram à assembleia problemas específicos relacionados com circulação rodoviária, acessos públicos, arruamentos e critérios de apoio às associações, reforçando o caráter participativo da sessão.

Critérios no apoio às associações
“Falo em nome de duas associações. O que pedimos é que existam critérios claros e iguais para todas no apoio da junta. Assim evita-se andar sempre a pedir caso a caso e criam-se regras justas para todos.”
Jorge Amorim

Problemas na Rua Padre Alírio de Melo
“Queria chamar a atenção para a Rua Padre Alírio de Melo, que precisa de intervenção. Há problemas que se arrastam e que deviam ser resolvidos para melhorar as condições de quem ali vive.”
António Jorge Ferreira

Caminho público encerrado
“Este caminho é público, identificado como o caminho n.º 177, e está intransitável há décadas. Ainda por cima foi colocado um portão que fechou um acesso que antes existia. Precisamos de uma solução concreta.”
Rui Castro

Segurança e circulação
“O trânsito em algumas zonas da freguesia continua a ser um problema sério, com riscos para a segurança das pessoas. É preciso olhar para estas situações com mais atenção.”
Manuel Moreira

Outras preocupaçõeslocais
“Há várias questões na freguesia que merecem ser acompanhadas mais de perto. É importante que a Junta esteja atenta às preocupações da população.”
Serafim Alves
 

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