1 Apr 2026
A Via Sacra integrada na visita pastoral terminou no Santuário de La Salette com celebração da Eucaristia e uma mensagem de união dirigida à comunidade paroquial.
> “A cruz só faz sentido quando é carregada em comunhão com os outros”
A Via Sacra integrada na visita pastoral a Oliveira de Azeméis terminou no Santuário de La Salette com celebração da Eucaristia, num momento em que D. Roberto Mariz sublinhou o valor da cruz, da oração e da caminhada feita em comunidade.
A Via Sacra realizada no Parque de La Salette, no âmbito da visita pastoral à paróquia de Azeméis, terminou com a celebração da Eucaristia no Santuário e com uma mensagem simples, mas forte, de D. Roberto Mariz: a fé não se vive sozinho e a cruz só faz sentido quando é carregada em comunhão com os outros.
No final do percurso, já junto ao santuário, o bispo auxiliar do Porto agradeceu a presença de todos os que participaram nesta caminhada e fez questão de dizer que a Eucaristia era o prolongamento natural da própria Via Sacra. “Esta segunda parte da Via Sacra, que não é menos Via Sacra, é este sacramento da Eucaristia”, afirmou, ligando o caminho feito ao longo das estações ao momento central da celebração cristã.
A ideia serviu para dar unidade a toda a manhã. O percurso de oração ao longo do parque não ficou fechado na evocação da paixão de Cristo, mas desembocou no altar, onde a comunidade foi convidada a reconhecer “essa experiência única do amor de Deus, porque Ele morreu por nós”. Mais do que um gesto de devoção, a celebração foi apresentada como uma oportunidade para olhar a cruz como sinal de entrega, de esperança e de compromisso.
Da cruz à esperança
O fecho da celebração procurou também deixar uma leitura mais luminosa da cruz. Na oração lida no Santuário, foi dito que a cruz de Cristo “se torna para nós sinal de vitória” e que, ao abraçá-la com amor, os crentes são chamados a vislumbrar “o brilho da ressurreição”. A mensagem não foi apresentada num tom pesado ou fechado, mas antes como apelo à confiança e à perseverança.
Já depois da bênção final, ainda houve um convite ao silêncio, como forma de ajudar cada pessoa a entrar mais dentro de si e a guardar interiormente aquilo que tinha sido vivido ao longo do percurso. Foi um remate simples para uma celebração marcada por sobriedade, participação comunitária e pela tentativa de ligar a oração à vida concreta da paróquia.
Num dos momentos mais expressivos desta etapa da visita pastoral, La Salette voltou assim a afirmar-se como lugar de encontro, espiritualidade e comunhão. Entre a Via Sacra e a Eucaristia, a mensagem que ficou foi clara: a fé faz-se caminho, a cruz não se carrega sozinho e a paróquia cresce quando sabe rezar e caminhar unida.