Bruno Aragão, Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS
Opinião Política
No artigo que aqui escrevi há 15 dias, fiz um resumo das tomadas de posse nos diferentes órgãos autárquicos e do início efetivo dos mandatos para os próximos quatro anos. Fui bastante rigoroso e cauteloso nas palavras, porque sabia que haveria reação. E houve. Quando há desconforto, há sempre reação. Acontece que, a bem do debate, há diálogos que podem e devem ser públicos. É bom que as coisas fiquem claras e todos se assumam.
Entendeu o líder da oposição na União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madail, responder ao meu artigo. Agradeço, porque permite-me reforçar o facto.
Na resposta ao meu artigo esclarece o líder da oposição que está de coração aberto e num espírito de diálogo e cooperação com quem ganhou as eleições. Isso é bom, diria eu, de todas as partes. O que é um facto, é que na sua primeira decisão do mandato tenha optado por um caminho diferente. Ainda na mesma resposta, faz um preâmbulo sobre o funcionamento da democracia, procurando balizar a opção para a mesa da Assembleia de Freguesia. Transcrevo então, literalmente, o que sobre isso escrevi no artigo: “A AD rejeitou a proposta, optando livremente por articular com o Chega. Também aqui é legítimo, ficando clara a opção”.
Repare-se que, em nenhum momento, se questiona a legitimidade da opção, a liberdade para o fazer, a escolha democrática. Sobre isso, e a articulação, repito, legítima com Chega, não se disse nada, apesar de haver outra opção. A AD e o CH, ainda que tendo perdido as eleições, têm a legitimidade democrática e legal para fazer entendimentos. Foi isso que escrevi e é, politicamente, o que releva.
Importa, por isso, que fique claro o que aconteceu e qual foi a opção que gera um facto. Não há necessidade de desconforto, apenas obrigação de que fique tudo transparente. Haja coerência entre o discurso e a prática. Penso que ninguém discordará.