Visão de futuro (PS)

PS

> Bruno Aragão

Fiquei espantado com o artigo que o Vice-Presidente da Comissão Política do PSD assinou na semana passada. Escreveu-o como Presidente de Junta de Ossela, falou em nome “desta junta”, mas entendeu assiná-lo noutra qualidade. Compreende-se. Há um conflito interior entre o Presidente da Junta e o líder partidário. 
Como líder partidário é normal que, em nome do PSD, como oposição, tenha de insistir na ideia de que as freguesias do concelho são um parente pobre. É preciso dizer que não se faz nada, que não há investimento, que tudo é mau. Que os problemas são sempre responsabilidade dos outros. Nada de novo.
Como Presidente da Junta há quase 12 anos, já não posso deixar de não ficar espantado, sobretudo porque é testemunha do investimento que existiu na sua freguesia até 2017 e do investimento que existiu depois de 2017. Acredito que, pelas funções partidárias, não o queira mostrar, mas negá-lo é profundamente errado, para não qualificar de outra forma. 
Vejamos. No final do seu primeiro mandato (2013 a 2017), que investimentos sofreu a freguesia? Que cobertura de água e saneamento tinha? Qual o estado da casa e da Biblioteca Ferreira de Castro? Que perspetivas havia para a sua dinamização? Como se encontrava a rede viária? E, já agora, fez alguma intervenção pública, crítica, sobre isso? Sabemos a resposta e a razão.
Bem sabe que, depois de 2017, Ossela teve o maior investimento nas redes de água e saneamento de sempre, um grande investimento na rede viária, um reconhecimento sem paralelo de Ferreira de Castro, da sua casa, da sua Biblioteca e do próprio Centro Interpretativo que, de forma deselegante e errada, procura assumir a paternidade.
Seria compreensível dizer que ainda é pouco, apesar de incomparavelmente mais. Precisamos ainda de mais investimento ainda na rede viária, de requalificar a ponte de acesso a Bustelo do Caima, que espera há anos, de concretizar a grande Praia Fluvial, no Pedregulhal, um compromisso nosso.
Ossela é uma pérola neste concelho. Tem um potencial enorme. Mesmo no fim do mandato, não deixe que esse conflito interior o faça esquecer.  

 
Bruno Aragãr, Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista 

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